Tipos de Problemas de Coluna

 
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Escoliose

 
A escoliose é uma doença complexa caracterizada pela existência de uma deformidade morfológica grave, com desvio da coluna vertebral para a esquerda ou direita, resultando num formato de "S" ou "C". Este desvio ocorre em vários planos e envolve vários segmentos da coluna vertebral.
 
 

Sintomas da Doença

A escoliose pode ser detetada quando um ombro parece estar superior em relação ao outro ou quando a cintura pélvica está inclinada. Quando o paciente dobra o tronco para a frente também é possível verificar que há escoliose devido à assimetria evidente entre o lado direito e o lado esquerdo da coluna.

Num paciente com escoliose normalmente a coluna vertebral encontra-se encurvada anormalmente para um dos lados e este pode sentir um desconforto muscular.
 

Causas

As causas da escoliose podem ser de natureza diversa, nomeadamente postural, no entanto em seguida enumeramos algumas das possíveis causas:

  • Escoliose idiopática não possui causa conhecida e corresponde a 70% dos casos.
  • Escoliose pós-traumática.
  • Escoliose congénita decorre devido a problemas na formação das vértebras ou a problemas de fusão dos ossos da coluna, podendo ou não estar associado a fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recém-nascido.
  • Escoliose neuromuscular é causada por problemas neurológicos (ex: paralisia cerebral) ou musculares que determinam fraqueza muscular, controle precário dos músculos ou paralisia decorrente de doenças como distrofia muscular (ex: espinha bífida).
 
 
 

Diagnóstico e Exame

O diagnóstico da escoliose normalmente é realizado com base na história clínica detalhada, o médico realiza uma série de perguntas sobre o crescimento recente do paciente. Em seguida é realizado o exame físico, em que examinará o corpo do paciente verificando se existem sinais indicativos de escoliose.

Além disso o médico pode realizar um exame neurológico para verificar a fraqueza muscular e os reflexos anormais do paciente.

Exames complementares de diagnóstico são também essenciais no diagnóstico da escoliose, sobretudo o raio-X da coluna total com o doente em posição ortostática e descalço, para poder medir o ângulo escoliótico.
 

Tratamento

O tratamento depende da causa da escoliose, do tamanho e da localização da curvatura, além da idade e do índice de crescimento do paciente. Na maioria dos casos de escoliose idiopática que ocorre em adolescentes, o tratamento passa apenas pela observação procedendo-se a reavaliações clinicas periódicas e, eventualmente, radiográficas.

O uso de coletes é recomendado para ajudar a retardar a progressão da curva e para que esta não reverta. Frequentemente utilizam-se mecanismos de pressão para alinhar a coluna vertebral na tentativa de evitar a progressão da deformidade. O colete deve ser ajustado de acordo com o crescimento.

A cirurgia consiste em corrigir a curva (embora não completamente) e alinhar as estruturas ósseas (vértebras). As vértebras são fixadas através de varetas metálicas e parafusos.
 
 

Lordose

 
A lordose é uma curvatura fisiológica da coluna vertebral projetada para dentro da caixa torácica, que está presente na região cervical e lombar, ou seja, todas as pessoas têm lordose. Porém, quando há alterações na curvatura lordótica – hipolordose (curvatura reduzida) ou hiperlordose (curvatura acentuada), surgem os problemas de coluna.
 
 

Sintomas da Doença

Os principais sintomas de lordose lombar são dores nas costas, formigueiro na região da coluna, fraqueza nos músculos da barriga, dores no pescoço e dificuldade em baixar-se e pegar em pesos.

Já na lordose cervical caracteriza-se por rigidez, dores no pescoço, fraqueza nos músculos adjacentes e formigueiro.
 

Causas

A lordose está especialmente relacionada com causas genéticas. Embora a obesidade, a má postura e as fraquezas musculares também são fatores importantes e devem ser considerados.

Existem ainda outros fatores ligados às alterações na curvatura cervical e lombar. São eles:

  • Trauma na parte inferior da coluna;
  • Inflamação entre as vértebras;
  • Osteoporose ou perda de densidade óssea;
  • Espondilolistese (condição em que a vértebra desliza);
  • Condroplastia (tipo de nanismo);
  • Osteossarcoma (cancro ósseo);
  • Hipercifose.
 
 
 

Diagnóstico e Exame

A lordose pode ser diagnosticada por um ortopedista ou por um clínico geral. Em 80% dos casos, o diagnóstico é realizado pela avaliação clínica, que inclui a análise do histórico do paciente e um exame físico completo para avaliar a amplitude de diferentes movimentos realizados pelo paciente.

O médico deverá levar em conta a fraqueza muscular, principalmente na região abdominal e a baixa flexibilidade articular no dorso e nos membros inferiores.

Além do exame físico, o médico poderá solicitar exames complementares de diagnóstico como:

  • Raio-X da coluna: para analisar o paciente de frente e de lado (perfil), para medir as curvas da coluna vertebral.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.
  • Exames ósseos: verifica se há alterações degenerativas nas articulações.
 

Tratamento

As alterações devido à lordose têm cura e podem ser tratadas de acordo com a gravidade da lesão. Nem todos os casos necessitam de tratamento. Porém, quando a curva é rígida, é necessário um tratamento eficaz e bem direcionado, pois se a curvatura vertebral for severa pode exigir o uso de cintas ou até mesmo cirurgia minimamente invasiva (nucleoplastia por Plasmalight), para tratamento das hérnias dos discos associada a esta patologia.

No geral, o tratamento para lordose aumentada ou diminuída pode incluir:

  • Medicação (analgésicos e anti-inflamatórios) para aliviar a dor e o inchaço;
  • Exercícios de reforço muscular e fisioterapia;
  • Uso de cintas;
  • Perda de peso;
  • Técnicas cirúrgicas minimamente invasivas.
 
 

Cifose

 
A coluna dorsal, vista na lateral, possui uma curvatura fisiológica denominada por cifose, esta curva é formada para fora da caixa torácica. A cifose torácica normal possui 20-40 graus de inclinação. No entanto nos casos em que há acentuação da cifose denomina-se hipercifose esta pode estar associada a más posturas, à doença de Sheuermann e a doenças reumatológicas da coluna. Na hipercifose a coluna dorsal fica mais curvada do que o normal e vulgarmente diz-se que a pessoa fica corcunda.
 
 

Sintomas da Doença

Normalmente a cifose é idiopática, e deteta-se apenas pela curvatura exagerada da coluna dorsal. No entanto, em alguns dos casos caracteriza-se por dor nas costas, rigidez, sensibilidade da coluna vertebral e cansaço.
 

Causas

As causas da cifose são variáveis, no entanto pensa-se que está maioritariamente relacionada com:

  • Má postura (cifose postural);
  • Formação anormal das vértebras (cifose de Scheuermann);
  • Desenvolvimento anormal da coluna vertebral no útero (cifose congénita);
  • Idade (envelhecimento);
  • Pós-traumática, pós-infeção, doenças neuromusculares, tumores e doenças reumatológicas (espondilite anquilosante).
 
 
 

Diagnóstico e Exame

A cifose pode ser diagnosticada por um ortopedista ou por um clínico geral. O diagnóstico é realizado maioritariamente através da avaliação clínica, que inclui a análise do histórico do paciente e um exame físico completo para avaliar a amplitude de diferentes movimentos realizados pelo paciente.

Além do exame físico, o médico poderá solicitar exames complementares de diagnóstico como raio-X da coluna, para analisar o paciente de frente e de lado (perfil), para medir as curvas da coluna vertebral, e exames ósseos para verifica se há osteoporose por exemplo.
 

Tratamento

Nos casos de cifose idiopática não se recorre a medicamentos, opta-se apenas por exercícios de reforço muscular dorsal, natação, correção da postura e fisioterapia. Quando o paciente tem dor pode recorrer-se a medicação.

Em casos de deformidades graves, progressivas e dolorosas o tratamento cirúrgico pode ser ponderado e passa pela correção da deformidade com uso de parafusos e barras de titânio, no entanto, devido à complexidade do procedimento e ao risco cirúrgico apenas é realizado em casos mais graves.

Nos casos de cifose secundária a outras doenças como fraturas, tumores e doenças reumatológicas o tratamento deve focar-se na causa da deformidade.
 
 
 
 
 
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